Cães resgatados do RS e levados para o DF

Animais salvos das enchentes se adaptam aos novos lares em Brasília. Ao todo, 120 pets foram adotados por moradores da capital federal.
Cães conhecidos popularmente no Brasil como vira-latas, os animais sem raça definida (SRD) têm um dia só para eles no calendário. Nesta quarta-feira, 31 de julho, é comemorado o Dia do Vira-lata.
Em Brasília, 120 vira-latas resgatados das enchentes no Rio Grande do Sul se adaptam ao clima quente e seco dessa época do ano (conheça alguns deles mais abaixo)
Os vira-latas resgatados das enchentes que castigaram o Rio Grande do Sul entre abril e maio foram trazidos para Brasília em um voo da Força Aérea Brasileira (FAB) em colaboração com o Grupo de Resgate de Animais em Desastres (GRAD), uma organização dedicada ao resgate e ao cuidado de animais em situações de emergência. A viagem seguiu um protocolo rigoroso para garantir a segurança e o bem-estar dos pets
Muitos deles foram encontrados em situações difíceis, mas recebem o carinho das novas famílias. Gaúcho, um cãozinho sem raça definida, chegou na capital federal no dia 1º de julho e foi adotado pela Maria Vitória.
Maria Vitória já tinha adotado outros dois cachorros vira-latas no DF, o Mário de 9 anos e a Sol de 3 anos. Como sua família é da região Sul, ela acompanhou a devastação no Rio Grande do Sul, mesmo de longe, e quando viu que os pets também precisavam de acolhimento, não teve dúvidas.
"Através do perfil do Instagram que estava organizando as doações eu vi o Gaúcho e ele me ganhou no olhar e no rabo abanando. Foi amor à primeira vista, gostei dele logo de cara, senti no meu coração que era ele", conta Maria.

O Gaúcho, como foi batizado pelos novos donos, foi examinado por veterinários que acreditam se tratar de um cão de rua adulto, por conta do seu estado geral e da arcada dentária, com alguns dentinhos quebrados. Um mês depois da adoção ele conseguiu se adaptar muito bem ao novo lar.
"Ele já aprendeu o nome dele, já atende por Gaúcho [...] ficamos com receio de como seria a chegada dele com os cachorros que já tínhamos, mas deu tudo certo, se tornaram amiguinhos e até dormem juntos. No começo, ele enfrentou um pouco de ansiedade, ele acordava de madrugada aflito e ofegante. Mas, graças a Deus conseguimos contornar isso e tá super feliz agora", conta Maria.
O trabalho de encontrar um lar para os pets desabrigado pelas enchentes continua. Segundo a advogada do fórum animal Ana Paula Vasconcelos, ainda tem mais de mil animais só nos abrigos de Canoas (RS) aguardando um novo lar.
Ao adotar um pet, o tutor se responsabiliza por cuidar e zelar do animal. "Os pets precisam de muito mais do que só ração e água para viver", garantem os veterinários.
"Quem pensa em adotar, faça a adoção sem medo, com seu coração aberto e sua casa aberta para esses bichinhos que precisam de uma casa e de muito amor. Se puder mais de um, adote mais de um [...] a história dele pode ter sido muito difícil, mas podemos recebe-los e tentar dar um futuro melhor", diz Maria Vitória.

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