Cães resgatados do RS e levados para o DF
- maxpol592
- 31 de jul. de 2024
- 2 min de leitura

Animais salvos das enchentes se adaptam aos novos lares em Brasília. Ao todo, 120 pets foram adotados por moradores da capital federal.
Cães conhecidos popularmente no Brasil como vira-latas, os animais sem raça definida (SRD) têm um dia só para eles no calendário. Nesta quarta-feira, 31 de julho, é comemorado o Dia do Vira-lata.
Em Brasília, 120 vira-latas resgatados das enchentes no Rio Grande do Sul se adaptam ao clima quente e seco dessa época do ano (conheça alguns deles mais abaixo)
Os vira-latas resgatados das enchentes que castigaram o Rio Grande do Sul entre abril e maio foram trazidos para Brasília em um voo da Força Aérea Brasileira (FAB) em colaboração com o Grupo de Resgate de Animais em Desastres (GRAD), uma organização dedicada ao resgate e ao cuidado de animais em situações de emergência. A viagem seguiu um protocolo rigoroso para garantir a segurança e o bem-estar dos pets
Muitos deles foram encontrados em situações difíceis, mas recebem o carinho das novas famílias. Gaúcho, um cãozinho sem raça definida, chegou na capital federal no dia 1º de julho e foi adotado pela Maria Vitória.
Maria Vitória já tinha adotado outros dois cachorros vira-latas no DF, o Mário de 9 anos e a Sol de 3 anos. Como sua família é da região Sul, ela acompanhou a devastação no Rio Grande do Sul, mesmo de longe, e quando viu que os pets também precisavam de acolhimento, não teve dúvidas.
"Através do perfil do Instagram que estava organizando as doações eu vi o Gaúcho e ele me ganhou no olhar e no rabo abanando. Foi amor à primeira vista, gostei dele logo de cara, senti no meu coração que era ele", conta Maria.

O Gaúcho, como foi batizado pelos novos donos, foi examinado por veterinários que acreditam se tratar de um cão de rua adulto, por conta do seu estado geral e da arcada dentária, com alguns dentinhos quebrados. Um mês depois da adoção ele conseguiu se adaptar muito bem ao novo lar.
"Ele já aprendeu o nome dele, já atende por Gaúcho [...] ficamos com receio de como seria a chegada dele com os cachorros que já tínhamos, mas deu tudo certo, se tornaram amiguinhos e até dormem juntos. No começo, ele enfrentou um pouco de ansiedade, ele acordava de madrugada aflito e ofegante. Mas, graças a Deus conseguimos contornar isso e tá super feliz agora", conta Maria.
O trabalho de encontrar um lar para os pets desabrigado pelas enchentes continua. Segundo a advogada do fórum animal Ana Paula Vasconcelos, ainda tem mais de mil animais só nos abrigos de Canoas (RS) aguardando um novo lar.
Ao adotar um pet, o tutor se responsabiliza por cuidar e zelar do animal. "Os pets precisam de muito mais do que só ração e água para viver", garantem os veterinários.
"Quem pensa em adotar, faça a adoção sem medo, com seu coração aberto e sua casa aberta para esses bichinhos que precisam de uma casa e de muito amor. Se puder mais de um, adote mais de um [...] a história dele pode ter sido muito difícil, mas podemos recebe-los e tentar dar um futuro melhor", diz Maria Vitória.

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